Outra divindade que preside a todos os acontecimentos, à vida dos homens e à dos povos, é a Fortuna, que distribui os bens e os males segundo o seu capricho. Os poetas têm-na representado calva, cega, de pé, com asas nos dois pés, sobre uma roda que gira, o outro no ar.
Representam-na também com um sol e um crescente na cabeça porque, como estes dois astros, ela preside a tudo quanto se passa na terra. Algumas vezes dão-lhe um leme para exprimir o império do acaso. Ela é seguida pelo Poder e por Pluto, deus cego da Riqueza, mas também da Servidão e da Pobreza. A deusa Fortuna tinha um templo em Âncio. Muitas medalhas representam-na com atributos diversos e apropriados aos sobrenomes, complacente, vitoriosa. Em Egina havia uma estátua sua tendo nas mãos uma cornucópia; a seu lado estava Cupido com asas.
A Má Fortuna é representada sob a forma de uma mulher que está num navio sem mastro e sem leme, com as velas rasgadas pelas violências dos ventos.
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| Representação Divina da Fortuna |
Todos os esforços, todas as promessas, todas as preces do homem só aspiravam a conjurar as flechas da Fortuna; em qualquer condição, em qualquer circunstância da vida, ele encontra a seu lado uma divindade, de quem faz um auxiliar. No momento em que nasce, sua mãe é assistida e socorrida por Juno ou por sua filha, Ilítia, a bela fiandeira. Cresce, desenvolve-se, mas é-lhe precisa a saúde; recorre então a Esculápio e depois a Higéia.







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